• “Não só de Metal Gear vive Hideo Kojima”
    ZoE Cover

    Olá para todos. Estou aqui novamente com mais um Otaku no Game, agora, para falar de um dos melhores jogos de mecha para o Playstation 2, Zone of the Enders. Sabe aquele jogo que você jogou o primeiro e gostou, jogou o segundo e ficou maluco de tão foda que ele é, e a partir daí reza todos os dias para que um 3º jogo da franquia saia, mas você sabe, bem lá no fundo, que nunca irá jogar, já que o japonês maluco responsável pelo game só consegue pensar em um cara com apelido de cobra que só sabe andar dentro de caixas de papelão? Se você se sente assim, então, pelo menos, você tem esse texto para relembrar os bons aspectos dos jogos e, por que não, dos animes.

    Os games

    Como de costume vou começar com os dados técnicos do jogo (parece até o começo dos casts :) ). Foram lançados 3 jogos no total, os 2 principais para o Playstation 2 e um terceiro, bem meia boca (por isso não dei ênfase nele na introdução), para o Game Boy Advance. O primeiro game foi lançado bem nos primórdios do PS2, em 2 de Março de 2001 no Japão, e tinha um atrativo extra que certamente fez com que suas vendas fossem muito boas, um demo de Metal Gear Solid 2. O segundo jogo foi lançado quase 2 anos depois e se chama Zone of the Enders: The 2nd Runner. A continuação veio com uma melhoria gráfica absurda em relação ao primeiro, além de músicas excelentes. Por fim, o 3º game (na verdade seria o segundo, de acordo com a ordem cronológica), Zone of the Enders: The Fist of Mars. O jogo foi lançado um pouco depois do 1º jogo, em 27 de Setembro de 2001 no Japão.

    Conforme dito na introdução, ZOE é uma franquia da Kojima Productions, que, caso alguém tenha saído de uma caverna agora e não faça a menor idéia de quem seja Hideo Kojima, bom, ele é o criador da série Metal Gear. Agora, se você não sabe o que é Metal Gear, ai, se mata, faça o que for necessário, mas comece a jogar agora.

    Pelo fato do ZOE: The Fist of Mars ser menos conhecido, neste review vou focar nos ZOE 1 e 2, até mesmo porque foram os jogos da série que mais joguei, principalmente o 2º.

    Os gráficos

    Bom, existe uma diferença boa entre os dois games. O primeiro possui gráficos bons para a época. O character desing dos robôs dão inveja a muitos animes de mechas que existem por ai, e os gráficos ajudam bastante com alguns detalhes, como com os efeitos de energia que correm pelo seu robô.

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    O framerate é excelente, se mantendo mesmo quando existem vários robôs na tela fazendo um verdadeiro carnaval.

    O pecado do primeiro jogo são os cenários, eles são muito repetitivos e simples. Você vai ver o mesmo estilo de prédio várias e várias vezes nas cidades, isso poderia ser trabalhado de uma maneira melhor.

    game01

    Entretanto, o pior de tudo são os inimigos. Com exceção dos chefes, existem 3 ou 4 tipos diferentes de inimigos “comuns” e isso acaba deixando um pouco chato o jogo.

    Já no segundo game a coisa muda da água para o vinho. O cellshade entrou pesado em 2nd Runner e isso deixou o gráfico do jogo absurdamente melhor. Os cenários e a variedade de inimigos também foram mais bem trabalhados e isso faz com que 2nd Runner seja o verdadeiro ZOE  (isso até sair um novo jogo, ou será que não?). As cenas em CG do primeiro game foram trocadas por cenas em animes, que acabam combinando mais com o novo estilo. Os efeitos de iluminação e explosões também ficaram excelentes, e isso, em um jogo onde basicamente você fica explodindo as coisas, conta muitos pontos.

    O som

    Não que você vá ter a sensação de estar em uma trance/rave, mas as músicas de ambos os jogos são estilo Techno, o que combina bastante do o estilo futurista do jogo. Algumas das músicas são orquestradas e tem um excelente vocal. A combinação da música com o ambiente ficou muito bem feita, tendo uma batida mais intensa durante os combates e reduzindo para algo mais calmo enquanto você vaga pelas cidades e desertos.

    A dublagem é boa de maneira geral. Com exceção de Leo, protagonista do primeiro jogo, as demais vozes caíram muito bem e dão um plus no jogo. As vozes dos robôs ficaram bem estilosas, ponto para a Konami neste sentido.

    Existe somente um problema aqui, principalmente no segundo jogo, que é a sincronia labial. Não que não seja comum problemas de sincronia em jogos originalmente japoneses e que depois da dublagem em inglês terão um ou outro problema de sincronia, mas no caso de ZOE chega a ser bizarro. Em vários momentos é possível ver o personagem falando, mas sem movimentar a boca, tanto nas CGs do primeiro jogo quando nas cenas de anime do segundo.

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    A jogabilidade

    Uma das melhores jogabilidades que já vi em um jogo de ação de mechas. Primeiramente muito pouco se mudou em termos de jogabilidade entre o primeiro e o segundo jogo, e isso de deve ao fato de que não tinha muito o que melhorar, ele já funciona muito bem.

    ZOE é um jogo de ação em 3º pessoa onde você joga com um robô. A visão é das costas do robô (lógico, é 3º pessoa). Seu robô voa e você tem a opção de subir e descer utilizando alguns botões. Resumindo, você tem um jogabilidade em 360º com a preocupação de altura. Dado este contexto já fica claro qual poderia ser o maior vilão do jogo, a câmera. Por incrível que possa parecer à câmera funciona absurdamente bem. Você utiliza o direcional direito para movimentar a câmera em todos os sentidos e com facilidade e sem limitações (como acontece em alguns jogos como Ninja Gaiden, onde você pode girar a câmera livremente em alguns pontos dos cenários, mas em outros, como próximo a uma parede, a câmera trava em um determinado ponto).

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    O mecanismo de auto Lock On é uma das melhores coisas do jogo durante os combates com vários inimigos. Quando acionado, ele foca no inimigo mais próximo dentro do seu campo de visão e, quando este é destruído, ele automaticamente já foca no próximo inimigo que segue a mesma regra. Quando se luta com vários inimigos fracos, isso é excelente porque basta você esmagar o botão de ataque que seu mecha irá fritar todos os adversários rapidamente e sem nenhum esforço. Só existe um porém nesse sistema: o seu campo de visão é determinante sobre a distância do seu inimigo, ou seja, se você tiver um inimigo na sua frente a 100 metros o Lock On será nele, e não no outro inimigo que está nas suas costas a 50 metros de distância. Se você não estiver em constante movimento, se prepare para ser alvejado pelas costas.

    O que torna ZOE um jogo de mecha muito divertido é a variedade de golpes. Além dos tiros sem vergonha no estilo Mega Man que você tem, existem ainda várias armas, um tiro concentrado, golpes de espada e ainda agarrões. O jogo é repleto de combos que são facilmente executados. Você pode começar atirando de longe, dar um dash em direção ao seu adversário, dar alguns golpes de espada, agarrá-lo, dar alguns socos, arremessar contra uma parede e finalizar com um tiro concentrado de energia. Cara, é muito divertido, entretanto, se você quiser jogar ZOE somente esmagando os botões, saiba que também funciona muito bem dessa forma.

    game11

    No primeiro jogo existem várias áreas que você precisa visitar diversas vezes buscando itens que habilitam novos pontos no cenário. Você faz algumas missões bem genéricas, como matar todos os inimigos do cenário ou proteger alguns prédios na cidade do ataque dos inimigos etc. O que peca no primeiro jogo é o vai-e-vem nos mesmos cenários, isso te cansa com facilidade. Já no segundo a coisa é mais direta, em um sistema de fases mesmo. O segundo jogo é bem curto, em torno de 5 ou 7 horas você já termina o game. Existem alguns finais diferentes e a possibilidade de jogar com outros robôs, o que é bem legal.

    Como não podia faltar, seguem alguns vídeos com o gameplay.

    Resumo

    Os jogos parecem bem simples pelo que escrevi e fica a dúvida: porque ZOE é um jogo tão aclamado? A resposta é simples, porque ele é um dos poucos jogos de mecha com uma excelente jogabilidade. Quem teve a oportunidade de jogar qualquer jogo da franquia ArmoredCore sabe como jogos de mechas são sistemáticos, travados e com jogabilidade sofrível. ZOE é uma exceção ao gênero, sendo simples e prático.

    O anime

    Antes de mais nada existe um motivo interessante para se assistir os animes de ZOE: eles são um prequel dos games, então, se você se interessou pelo enredo dos Orbital Frames e seus respectivos pilotos, isso por si só já é um bom motivo para assistir.

    Existem dois animes do ZOE, ZOE 2167 IDOLO e ZOE Dolores. IDOLO é um OVA lançado em 2001 pela Sunrise, enquanto que Dolores, que é sua seqüência, é uma série de TV de 26 episódios, também lançada em 2001.

    Vou ser honesto, ambos os animes não são lá grande coisa. São interessantes e tal, mas o plot é simples e os personagens bem “genéricos”. Como disse no início, vale a pena ser visto por ser a introdução da história dos games, mas se o enredo dos games não te atraiu em nada, então, não precisa perder seu tempo assistindo os animes.

    ZOE 2167 IDOLO
    A história acontece em Marte. Radium e Viola são dois pilotos de mechas das forças militares de BAHRAM. Eles são convocados para serem pilotos de testes de um novo tipo de arma, o Orbital Frame. Chamado de IDOLO, esse novo mecha é muito mais poderoso que qualquer outro modelo existente tanto na Terra quanto em Marte, e isso se deve a um novo material encontrado em Marte de nome Metatron.

    anime01

    Radium acaba se tornando o piloto oficial de IDOLO depois de se mostrar mais eficiente em combate com ele do que Viola, entretanto, aparentemente IDOLO afeta a mente de Radium de alguma forma o transformando num maluco assassino do cacete quando o está pilotando. Alguns espiões da Terra infiltram-se na base e seqüestram a doutora Links, a namorada de Radium e uma das responsáveis pelo projeto dos Orbital Frames, e Dolores, a namorada de Radium. Ele, por sua vez, vai salvá-las.

    Personagens
    - Radium Levans: Piloto de IDOLO. Foi escolhido devido a sua grande experiência em combate com mechas.

    - Viola: amiga e companheira de exército de Radium. Foi uma candidata a pilotar o IDOLO, mas como Radium se saiu melhor, ela acabou ficando de fora.

    - Dra. Rachel Links: uma das responsáveis pelo desenvolvimento da tecnologia dos Orbital Frames.

    - Dolores Hayes: assistente da doutora Rachel e namorada de Radium.

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    Abaixo um AMV

    ZOE Dolores
    Cinco anos após os incidentes acontecidos em ZOE IDOLO, que ficaram conhecidos como o incidente Deimos, um “caminhoneiro espacial” chamado James recebe um pedido de entrega. A encomenda é nada menos que um Orbital Frame de nome Dolores que precisa ser entregue na Terra a qualquer custo. Porque alguém tenta mandar uma coisa tão importante para a Terra usando um caminhoneiro espacial genérico eu não faço idéia, mas é lógico que ele seria atacado por pessoas interessadas em ter Dolores.

    Posteriormente James encontra-se com seus filhos Leon e Noel, filhos estes que ele teve com Rachel Links, do primeiro anime.

    Ah. Sim. Não menos importante, existe a UNSF, que é a facção militar, por assim dizer. É o correspondente a BAHRAM, só que da Terra.

    anime10

    Personagens

    - James Links: Azarado que não confere o que vai levar, portanto, se ferrou. Antes de ser caminhoneiro, James era um piloto da UNSF, por esse motivo, suas técnicas de pilotagem são excelentes e ele faz bom uso da Dolores.  Casado com a doutora Rachel links, James perdeu o contato com ela desde que ela foi para Marte iniciar o seu trabalho.

    - Noel Links: filha de James. Excelente mecânica, ela trabalha em uma construção na Terra. Se relaciona melhor com seu pai do que seu irmão birrento.

    - Leo Links: filho de James e, assim como eu, tem uma das mais sofridas profissões do mundo, programador. Odeia o seu pai no melhor estilo Ikari Shinji, por não ter ido para Marte ficar com sua mãe.

    - Dolores (I.A): A inteligência artificial de Dolores precisa ser tratada como um personagem porque ela se relaciona diretamente no anime com os outros personagens. Com a mentalidade de uma criança muito bem educada, Dolores considera James como sendo seu tio (sabe aquele tio japonês, Ojii-sama na verdade, que é mais uma forma de respeito de se tratar as pessoas, então, tipo isso). Dolores admira muito James pela sua personalidade forte.

    - ISIS (I.A): a outra inteligência artificial que fica em Dolores. Porradeira, essa sim consegue nas piores situações fazer um estrago no inimigo. Sabe aquele fator roubalheira que sempre salva o protagonista em um anime, como um poder oculto, ou um amigo ferido que desperta um poder oculto, então, ISIS é esse fator roubalheira que sempre salva Dolores nas horas mais difíceis.

    - Pete: todo o anime tem que ter um mascote para vender bichinhos de pelúcia e derivados, certo? Bom, Pete é o mascote do anime, um gato. Simples assim.

    - Rebecca Hunter: piloto da BAHRAM que foi capturada por James depois de lutarem. Por ser de Marte ela tem essa idéia que todos os terráqueos são seus inimigos, mas isso muda no decorrer do anime.

    - Napth Pleminger: O vilão do anime. Um grande homem de negócios, ele odeia a UNSF por grandes motivos que, caso você já tenha visto o OVA, vai entender muito bem.

    anime06

    Abaixo, a abertura e encerramento do anime

    Conclusão

    Que o jogo é obrigatório já ficou claro neste review, principalmente o segundo game, já o anime tenho certeza que o meu review acabou tirando o pouco da vontade que alguém teria de assistir. Recomendo fazer o seguinte, joguem primeiro os jogos, eles certamente irão criar um hype em vocês que será o motivador para assistir os animes e fechar bem a histórias desses grandes mechas que são os Orbital Frames.

    É isso então, um avraço para todos, flw fui.

    Tags:, , , Autor: alex_seph

  • 7 Comentários para “Otaku no Game #12 – Zone of The Enders”

    • alee

      Postado em 1 de Fevereiro de 2010 às 19:45

      Seria legal ver vocês colocando mais jogos antigos, porque não começam a jogar a série MOTHER/EarthBound?

    • Ghosturbo

      Postado em 1 de Fevereiro de 2010 às 19:59

      Sempre tive uma vontade danada de jogar esse game, agora que Kojima está no projeto do jogo, tenho que jogar.

    • Giovani Zancan

      Postado em 1 de Fevereiro de 2010 às 20:12

      Zoe:2nd runner foi o único jogo de mecha que eu realmente gostei de jogar; por mais que não tenha virado ele por ficar trancado no último boss (convenhamos, se o jogo te permite ir atacando insanamente todos os inimigos até lá, e no último boss exige que tu saiba bloquear, atacar, atirar e dar dash com precisão é sacanagem).
      Realmente um must-play no ps2, ganhando de muitas franquias conhecidas aí *cof*breathoffire*cof*

    • Rubens

      Postado em 1 de Fevereiro de 2010 às 21:50

      uau naum conhecia esse game
      proxima compra ele ta na lista

    • Márcio

      Postado em 2 de Fevereiro de 2010 às 14:46

      Muito bom o review, só discordo em uma parte:
      ZOE 2 é irritantemente dificil em certas partes (trem e boss battles), portanto, esmagar botões não funciona de jeito nenhum (pelo menos não no modo normal de dificuldade, no easy eu nao sei).

      No mais, os games de Gundam, como Gundam Seed, Seed Destiny (PS2), Gundam Vs. Gundam e Gundam Battle Universe (PSP) são excelentes tambem.

    • BigFuckingNerd

      Postado em 8 de Fevereiro de 2010 às 04:39

      Se não me engano, só parte do Dolores se passa antes do jogo, a outra se passa alguns anos depois do segundo jogo…
      Se eu estiver errado culpe o Wikipedia…

    • Sarah

      Postado em 10 de Fevereiro de 2010 às 00:53

      Nossa não conhecia esse jogo, obrigada!

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